Excessos, Doença e o Culto da Performance

Quando progresso vira obrigação não transcendência

Hoje as escolhas se tornaram deveres

Havia a Teleologia – sentido que nada tem a ver com a prática do agora mas com uma modificação do futuro

Hoje todoa sabem que isso há que mudar

Sistema capitalista = é como se fosse

A idéia de que a Terra acaba é nova

Terceira característica – não vivemos mais o consumo e sim o hiper-consumo

Capitalismo = produção / distribuição / consumo

No século XIX o forte era a produção – a casa, o lar, era voltada à produção

Hoje o ambiente doméstico, o lar, é lugar de consumo

Há a valorização do consumo extremo, tudo vira objeto de consumo

Hoje a pessoa é avaliada não pelo que ela produz  e sim pelo quanto ela consome

– Individualização

Há reações – Prática tanto Neo-Liberal quanto Liberal

Privatização do outro – uma idéia típica do capitalismo

Hoje há a volta ao lar da mulher emancipada – ela percebe que é mais negócio voltar pra casa do que permanecer numa luta desigual, num mercado de trabalho saturado, onde, além de ganhar menos do que o homem, é obrigada a trabalhar em triplo: como esposa, como trabalhadora, como mãe, a fim de pagar alguém que faça o trabalho doméstico, entre outros motivos onerosos

Ler – Le Conflit – o conflito – Elisabeth Badinter – em Portugal e Espanha, principalmente (?)

Outro fator típico do Neo-Liberalismo é que esse indivíduo tem como único interesse zelar pelos seus próximos, muito próximos, e a si mesmo, ou seja, por seus parentes mais próximos e/ou, quando muito, por seus amigos mais íntimos

Antes a família era indissolúvel mas não havia laços afetivos na relação conjugal.

Hoje, para as mulheres “emancipadas”, os vínculos “selados” nos casamentos são precários mas os vínculos conjugais são fortes – vínculo forte com os maridos (?) e filhos

Idéia de ouvir e ser ouvido pela criança

1960 – EUA – Ambiente de trabalho era O mais sedutor – era vergonha sentir medo

Para ser um consumidor voraz deve-se ter o mesmo sentimento daquele sujeito que tem medo – o medo passa a não ser vergonhoso de ser demonstrado. Até uns 50 anos atrás.

Maio de 1968 contribuiu para isso – o medo deixa de ser um desvalor e passa a ser natural. O homem que sente medo é considerado normal. Temer, ter medo, admitir o medo passa a ser regra.

Esporte radical – “tenho medo, é apavorante!” super-valorização do desempenho em situação de alto risco.

Arriscar-se passa a ter um valor maior que o da prudência – ter medo favorece o risco e passa a ser algo positivo. Exemplo maior disso – Bolsa de valores.

(?) A noção de fragilidade talvez hoje tenha alguns lugares de expressão do ponto de vista masculino (???, realmente não entendi o que escrevi…você tem alguma idéia do que poderia ser isso?)

A dependência hoje é muito pior – ninguém hoje dá a vida pela pátria

O tema de violência e estupro (? por que escrevi isso aqui? vixi!)

– Projeto de felicidade individual  é característica da contemporaneidade – conceito de auto-estima

– auto-estima – se não se tem, tem-se que ter

– A psicologia positiva nasce nos anos 20 – transforma os problemas em força, mas não no sentido Deleuziano, veja bem

– nesses nossos dias há a obrigação de ser feliz, de gostar de si – nós não negociamos nossa auto-estima

– Traços da Ferocidade – Antigamente a deformidade era traço de beleza (?) – o homem que caça – ferocidade necessária (?)

hoje – mulheres têm que ter peito para ir à luta e os homens têm que ser sensíveis – inversão

– Questão para a próxima aula:

Em que medida a mulher não estupra o homem?

Noção de estupro visual espalhado por aí

Valorização de uma vida musculosa – talvez a relação sexual – Multiplicidade de imagens de sexo, porém padronizadas

Imaginários prontos = scripts =roteiros pronto – cinema, TV,  etc

 

 

 

 

 

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