Plantei rosas nas tuas botas, e o goivo cresce no teu chapéu.

Enquanto te espero, em minha noite única e permanente, os dias caem sobre mim como pedaços de uma carta rasgada.

Junto-os e soletro as tuas palavras de amor.

Decifro-te mal porque, às vezes, uma escrita desconhecida aparece, e fragmentos de uma outra carta inserem-se na tua, e um dia e uma carta pertencentes a outro misturam-se assim à minha noite.

Espero o teu retorno, que tornará as cartas e os dias supérfluos.

E pergunto-me: será que então aquele outro me escreverá, ou será apenas noite?
(princesa ateh)

2 respostas para “princesa ateh”.

  1. Enquanto houver
    nas rosas que sao tuas maos
    e nesses cabos pontiagudos do teu olhar
    sinais de noite

    eu apreciarei a tua letra
    a desabrochar aqui
    diante de mim
    essa estrada de noite estrelas e sol fitante

    que se nao nos une
    nos espedaça de repente…

  2. que lindo!
    maiume, tão querida!

    dona da grafia das luzes e das dobras…

Deixe um comentário

Tendência